Sociedade de Advogados: Simples Nacional ou Lucro Presumido
- Fabio Cordeiro dos Santos

- há 7 horas
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Sociedade de Advogados: Simples Nacional ou Lucro Presumido — Como Tomar a Decisão Correta
A escolha do regime tributário em uma sociedade de advogados é, frequentemente, tratada como uma decisão simples.
Na prática, não é: Simples Nacional e Lucro Presumido apresentam comportamentos diferentes ao longo do crescimento do escritório — e, em muitos casos, a diferença entre eles não é tão grande quanto se imagina.
O ponto central não é “qual regime é melhor”, mas sim:
qual estrutura é mais eficiente para o momento atual do escritório.
Como funciona o Simples Nacional para advogados
As sociedades de advogados podem optar pelo Simples Nacional, sendo tributadas pelo Anexo IV.
Alguns pontos importantes:
Alíquota progressiva conforme o faturamento
Início em 4,5%, podendo ultrapassar 16% nas faixas mais altas
O ISS pode sair do DAS ao ultrapassar o sublimite
INSS sobre pró-labore é pago à parte
Na prática, o Simples:
é mais leve no início e cresce conforme o escritório evolui.
Como funciona o Lucro Presumido
No Lucro Presumido, a tributação é baseada em uma margem fixa de lucro:
Presunção: 32% da receita
IRPJ: 4,8% sobre a receita
CSLL: 2,88%
PIS/COFINS: 3,65%
ISS: 2% a 5%
👉 Carga base:
entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento
Além disso:
pode haver adicional de IRPJ sobre lucros mais elevados
INSS sobre pró-labore também se aplica
Comparação prática: o que mostram os números
Ao contrário do que muitos imaginam, a diferença entre os regimes nem sempre é significativa.
📌 Exemplo 1 — Escritório com R$ 200 mil/mês
Simples Nacional: ~11,5%
Lucro Presumido: ~15%
👉 Neste cenário, o Simples tende a ser mais econômico.
📌 Exemplo 2 — Escritório com R$ 400 mil/mês
Simples Nacional: ~15% a 18% (dependendo de ISS e sublimite)
Lucro Presumido: ~15% a 17%
👉 Aqui, ocorre um empate técnico.
⚠️ O impacto do sublimite no Simples
Um ponto pouco observado é o efeito do sublimite.
Quando ultrapassado:
o ISS deixa de ser recolhido no Simples
passa a ser pago separadamente
Na prática:
o regime deixa de ser totalmente unificado e passa a exigir controle semelhante ao Lucro Presumido.
O que realmente define o melhor regime
A escolha entre Simples e Presumido não depende apenas do faturamento.
Ela envolve:
estrutura de pró-labore
política de distribuição de lucros
alíquota de ISS do município
ritmo de crescimento do escritório
nível de organização financeira
O erro mais comum
O maior erro não é escolher o regime “errado”.
É:
não revisar essa decisão conforme o escritório cresce.
Um regime que era eficiente em determinado momento pode deixar de ser ao longo do tempo.
Para sociedades de advogados, é comum que:
o Simples Nacional seja vantajoso no início e no crescimento
o Lucro Presumido se torne competitivo em faturamentos mais elevados
Mas, na prática, o que se observa é:
um cenário de proximidade entre os regimes, muitas vezes com diferenças marginais.
Por isso, a decisão correta não está em regras gerais — mas em análise específica.
Como a Essenciale pode ajudar
Na Essenciale Contabilidade, trabalhamos com a estrutura tributária e financeira de sociedades de advogados.
Nosso trabalho é:
analisar o regime atual
simular cenários reais
identificar ineficiências
estruturar a melhor forma de retirada de lucros
Próximo passo
Se você é sócio de um escritório e nunca revisou tecnicamente seu regime tributário, vale a reflexão:
Sua estrutura atual ainda faz sentido para o nível de faturamento do seu escritório?
Se quiser, podemos realizar um diagnóstico inicial e apresentar cenários comparativos. Sem compromisso — apenas com base técnica.
Essenciale Contabilidade Estrutura tributária e financeira para sociedades de advogados.




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