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Sociedade de Advogados: Simples Nacional ou Lucro Presumido


Sociedade de Advogados: Simples Nacional ou Lucro Presumido

Sociedade de Advogados: Simples Nacional ou Lucro Presumido — Como Tomar a Decisão Correta

A escolha do regime tributário em uma sociedade de advogados é, frequentemente, tratada como uma decisão simples.


Na prática, não é: Simples Nacional e Lucro Presumido apresentam comportamentos diferentes ao longo do crescimento do escritório — e, em muitos casos, a diferença entre eles não é tão grande quanto se imagina.


O ponto central não é “qual regime é melhor”, mas sim:

qual estrutura é mais eficiente para o momento atual do escritório.

Como funciona o Simples Nacional para advogados

As sociedades de advogados podem optar pelo Simples Nacional, sendo tributadas pelo Anexo IV.


Alguns pontos importantes:

  • Alíquota progressiva conforme o faturamento

  • Início em 4,5%, podendo ultrapassar 16% nas faixas mais altas

  • O ISS pode sair do DAS ao ultrapassar o sublimite

  • INSS sobre pró-labore é pago à parte

Na prática, o Simples:

é mais leve no início e cresce conforme o escritório evolui.

Como funciona o Lucro Presumido

No Lucro Presumido, a tributação é baseada em uma margem fixa de lucro:

  • Presunção: 32% da receita

  • IRPJ: 4,8% sobre a receita

  • CSLL: 2,88%

  • PIS/COFINS: 3,65%

  • ISS: 2% a 5%

👉 Carga base:

entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento

Além disso:

  • pode haver adicional de IRPJ sobre lucros mais elevados

  • INSS sobre pró-labore também se aplica


Comparação prática: o que mostram os números

Ao contrário do que muitos imaginam, a diferença entre os regimes nem sempre é significativa.

📌 Exemplo 1 — Escritório com R$ 200 mil/mês

  • Simples Nacional: ~11,5%

  • Lucro Presumido: ~15%

👉 Neste cenário, o Simples tende a ser mais econômico.


📌 Exemplo 2 — Escritório com R$ 400 mil/mês

  • Simples Nacional: ~15% a 18% (dependendo de ISS e sublimite)

  • Lucro Presumido: ~15% a 17%

👉 Aqui, ocorre um empate técnico.


⚠️ O impacto do sublimite no Simples

Um ponto pouco observado é o efeito do sublimite.

Quando ultrapassado:

  • o ISS deixa de ser recolhido no Simples

  • passa a ser pago separadamente

Na prática:

o regime deixa de ser totalmente unificado e passa a exigir controle semelhante ao Lucro Presumido.

O que realmente define o melhor regime

A escolha entre Simples e Presumido não depende apenas do faturamento.

Ela envolve:

  • estrutura de pró-labore

  • política de distribuição de lucros

  • alíquota de ISS do município

  • ritmo de crescimento do escritório

  • nível de organização financeira


O erro mais comum

O maior erro não é escolher o regime “errado”.

É:

não revisar essa decisão conforme o escritório cresce.

Um regime que era eficiente em determinado momento pode deixar de ser ao longo do tempo.



Para sociedades de advogados, é comum que:

  • o Simples Nacional seja vantajoso no início e no crescimento

  • o Lucro Presumido se torne competitivo em faturamentos mais elevados


Mas, na prática, o que se observa é:

um cenário de proximidade entre os regimes, muitas vezes com diferenças marginais.

Por isso, a decisão correta não está em regras gerais — mas em análise específica.


Como a Essenciale pode ajudar

Na Essenciale Contabilidade, trabalhamos com a estrutura tributária e financeira de sociedades de advogados.

Nosso trabalho é:

  • analisar o regime atual

  • simular cenários reais

  • identificar ineficiências

  • estruturar a melhor forma de retirada de lucros


Próximo passo

Se você é sócio de um escritório e nunca revisou tecnicamente seu regime tributário, vale a reflexão:

Sua estrutura atual ainda faz sentido para o nível de faturamento do seu escritório?

Se quiser, podemos realizar um diagnóstico inicial e apresentar cenários comparativos. Sem compromisso — apenas com base técnica.


Essenciale Contabilidade Estrutura tributária e financeira para sociedades de advogados.

 
 
 

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